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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

CERN

Logótipo
Organisation Européenne
pour la Recherche Nucléaire
O CERN é um centro europeu de pesquisas centrado no estudo das partículas, fundado em 1954, que conta com 20 países participantes. Localiza-se perto da fronteira da França com a Suiça, próximo a Genebra. A própria localização simboliza o espírito internacional de colaboração , sendo este o motivo do seu sucesso.

As experiências que lá se realizam são tão grandes quanto os edifícios que as abrigam e bastante elaboradas, ao ponto de contar com a participação de centenas de cientistas de todo o mundo. Estas experiências são tão morosas que podem durar meses e frequentemente podem até chegar a um ano.

O livro "Anjos de Demónios" de Dan Brown, retrata o CERN envolto por um certo misticismo. Dan Brown chama a atenção para o facto de o logótipo do CERN conter o símbolo da besta: 666. Podes comprovar isso analisando a imagem do logótipo acima, ele é composto pela repetição 3 vezes do número 6, o que, no final das contas, resulta no número bíblico 666 - o número da "Besta do apocalipse".  

666 - o número da besta
Outro facto curioso, é a escultura da Deusa Shiva que se encontra em frente à fachada do CERN. A Deusa Shiva, a deusa hindu da destruição, aquela que destrói para construir algo novo, por isso é chamada de "renovadora", ou "transformadora do mundo". No entanto, a destruição de shiva é a destruição daquilo que é aparente e que encobre a realidade absoluta, é a destruição da nossa ignorância.

Escultura da Deusa Shiva, em frente ao CERN
E de certo modo, um dos objectivos do CERN é a destruição da nossa ignorância, na medida em que procura respostas a questões acerca do Universo.
Por isso é que no mundo académico o CERN é conhecido por inúmeras experiências com aceleradores e detectores de partículas tais como ATLAS, ALICE, CMS e LHCb; foi lá que aconteceu a descoberta dos bosões W e Z e diversos dos seus investigadores receberam prémios Nobel. 

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Maglev - Magnetic Levitation Train

Fig. 1 - Maglev, comboio de levitação magnética

Imaginem andar de comboio mas ter a sensação de viajar num avião. Estarei a divagar? Não, de todo. Interessados? Então continuem a ler.

Ao contrário dos comboios habituais, os comboios de levitação magnética não têm rodas, eixos, transmissão e linhas aéreas. As rodas e os carris da via férrea são substituídos por um sistema electromagnético capaz de suportar o peso do comboio sem qualquer contacto físico. Ah pois...eles levitam! Daí a sensação de voo. 

Quem já brincou com ímanes, deve ter-se apercebido que pólos opostos se atraem e pólos iguais se repelem. Este é o princípio básico por trás da propulsão eletromagnética. 

Uma vez que as rodas passam à história, a única força de atrito existente neste sistema é a resistência do ar, o que vai permitir que estes comboios atinjam grandes velocidades, cerca de 500 Km/h, enquanto proporciona a presença de pouco ruído e um baixo consumo de energia. Sinceramente nem sei como é que o senhor ex primeiro ministro José Sócrates não propôs logo Maglev em vez do TGV. 
Fig. 2 - Princípio da levitação magnética do Maglev

A levitação acontece devido à repulsão magnética que surge com a utilização de bobinas supercondutoras capazes de criar fortes campos magnéticos. Estas induzem uma corrente eléctrica nas bobinas presentes nos trilhos da pista do comboio. Corrente esta que vai gerar um campo magnético induzido e contrário ao que lhe foi aplicado, originando assim uma repulsão magnética entre o trilho e a bobina presente no comboio, permitindo a levitação.
Fig. 3 - Princípio da orientação lateral
Quando o veículo maglev estiver em movimento, e se aproximar de um lado do corredor, ele induzirá uma corrente eléctrica, que resulta numa força de repulsão da bobina de levitação do lado mais próximo ao trilho e uma força de atracção na bobina de levitação do lado oposto com o outro lado do veículo, figura 3. Portanto, um comboio em movimento estará sempre localizado no centro do corredor.

A tecnologia maglev afasta o TGV das luzes da ribalta. 



quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Teoria do Caos e Complexidade "Efeito Borboleta"


A Teoria do Caos baseia-se na seguinte frase: “O simples bater de asas de uma borboleta pode desencadear um tufão do outro lado do mundo”. Arrepiante, não? Este exemplo prático e tradicional é chamado de "Efeito Borboleta".
A Teoria do Caos surgiu, precisamente, com o objectivo de compreender e dar resposta às flutuações erráticas e irregulares que se encontram na Natureza.
Assim, eventos que parecem insignificantes podem tomar proporções gigantescas. 

         Atrator estranho de Lorenz
O termo Efeito Borboleta foi analisado pela primeira vem em 1963 por Edward Lorenz, meteorologista e matemático norte-americano.

Um exemplo real do Efeito Borboleta foi observado no ano de 1998. Os computadores do Sistema de Previsão de Tempestades Tropicais dos Estados Unidos diagnosticaram a formação, dentro de três dias, de uma tempestade tropical sobre Louisiana. Entretanto, um meteorologista dessa agência que estava numa base sobre o Oceano Atlântico verificou uma pequena diferença nas medições executadas e que essa pequena diferença poderia provocar uma alteração no deslocamento das massas de ar. Então, os meteorologistas resolveram realimentar os computadores com o novo dado e verificaram que a tempestade tropical que se formaria sobre Louisiana não ocorreria, mas que haveria a formação de um tornado de proporções gigantescas em Orlando, na Flórida, o que realmente ocorreu três dias depois.
O dado inserido ligeiramente errado era a velocidade de deslocamento das massas de ar da região do Alasca que se encontra a milhares de quilómetros da Flórida.

Fonte: